domingo, 10 de outubro de 2010

Medos,reflexões e possíveis mudanças.

Tive medo,muito medo de não poder viver meu grande e justo amor. Morri de medo de não poder estar com as minhas amadas amigas,meus afetos garantidos.Quando pensei no fim lamentei não ser mãe.Perguntei-me se podia ter cuidado melhor da minha família se podia ter trabalhado com mais amor,mais graça e humor. Senti vergonha...é...senti vergonha sim..de reclamar tanto. Será que eu posso mudar ?
Lógico!
Alguma coisa já mudou!
Depois de passar pelo túnel apertado do medo de morrer ,alguma coisa já mudou. Eu to diferente! Um pouco mais alta talvez...não sei. É uma sensação de "enxuteza",de excessos perdidos.
É isso!
Inutilidades antigas ficaram agarradas  na parede do túnel. Perdi uns pedaços que não serviam mais. Pera aí!Como pode?Sentir-se leve depois de vivenciar o medo e o pavor.
É um colapso...louças que se quebram para virar mosaico na mão do artista. O caos que organiza e dá luz à identidade. Eu ainda não pousei e sinto um bem estar incrível,uma vontade de viver melhor...mais do que isso...uma alegria calma de existir...é...definitivamente esse túnel me trouxe de volta para um eixo. Dizem que se um cometa bater na Terra, o eixo deste vasto planeta muda e catástrofes consecutivas irão acontecer. Será? Eu não me sinto catastrófica,embora tenha sentido aquele medo como o impacto de um cometa.
Enquanto eu estiver viva não quero ter medo da velhice ou da morte.
Quem se preenche de medo é porque não está vivendo.
Vou dar um gole nesse drink que tem um pouco de mim,um pouco do mundo,um pouco desses ingredientes misteriosos que não sei dizer o que é.
Enquanto eu não morrer... eu vou viver,
Enquanto eu viver...eu não vou temer,
Enquanto isso...eu escrevo.

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